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Mulheres de Armas

Mulheres de Armas

01
Mai18

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Mulheres de Armas

Camaradas, passámos este 1º de Maio na rua, a dar a cara e a voz pelas causas em que acreditamos. A lua continua, todos os dias! 
Aproveitamos esta data simbólica para divulgar o nosso projecto recém-nascido: o nosso blogue, um espaço de exposição e debate além da página, que contará com participações especiais e outras novidades. Fiquem atent@s e façam-nos uma visita!
https://mulheresdearmas.blogs.sapo.pt/ 

 

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30
Abr18

Trabalho sexual

Mulheres de Armas

Antes de mais, há que proceder a uma desmistificação: nem só a prostituição é trabalho sexual. Entenda-se o trabalho sexual como uma prestação de serviços, que pode passar desde as linhas telefónicas eróticas até à pornografia e à prostituição.
Em segundo lugar, parece-nos que demasiadas vezes as questões relacionadas com o trabalho sexual são debatidas à revelia dos principais interessados, ou seja, dos próprios trabalhadores do sexo. Enquanto assim for, a possibilidade de ideias erróneas ganharem terreno e do debate não ir de encontro às reais necessidades de quem trabalha é acrescida.

Mais uma vez, assumimos a nossa posição como descentrada, sem lugar de fala na primeira pessoa. Contudo, o tema é um ponto de clivagem demasiado importante para não o trazermos a este espaço.

É nossa pretensão discutir o tema com pragmatismo e seriedade, colocando moralismos e falsas questões que reproduzem o estigma negativo e a vergonha habitualmente associados ao trabalho sexual de parte. Recordamos a reivindicação primária do feminismo: o meu corpo, as minhas regras. Usufruir do próprio corpo como cada um entender, nomeadamente para obter lucro, é um direito individual inalienável. No limite, acreditamos que a esmagadora maioria de trabalhadores do sexo exerçam a sua actividade enquanto último recurso. Não acreditamos é que seja aceitável que o trabalho sexual, sobretudo enquanto forma de subsistência particularmente insegura e exposta a múltiplos e sérios riscos, seja criticado moralmente e de arrasto os trabalhadores sejam culpabilizados e vedados a condições dignas do exercício da sua actividade. Não aceitamos que a estas pessoas sejam negados os direitos mais básicos que assistem aos demais trabalhadores: o direito a protecção social, o direito a sindicalização, à greve, a férias, etc.

Nesta, como em tantas outras questões, é relativamente fácil cair na crítica fácil, imponderada e de laivos puritanos, quando o ponto de partida para essa crítica é toldado por um privilégio económico e social. É fácil encher a boca de lugares comuns que visam reduzir o trabalho sexual a algo de sujo e imoral quando a urgência e a necessidade nunca bateram à porta. “Vender o corpo” no trabalho sexual não é assim tão diferente - a não ser pela moral sistémica do patriarcado burguês - de outro trabalho. Seja um trabalho físico ou intelectual, o que os trabalhadores vendem aos seus empregadores é o seu tempo de trabalho, sendo que este pode advir da expressão mais directa ou indirecta do seu corpo.

Por muito que queiramos derrubar o capitalismo, é num mundo (ainda) capitalista que vivemos. Achar que o enquadramento legal do trabalho sexual é suficiente ou que a sua regulamentação é abrir a porta à legalização do lenocínio é equivalente a não reivindicar melhores salários porque no nosso mundo ideal os salários seriam inexistentes. Estamos, obviamente, mobilizadas a 100% contra o tráfico de pessoas a exploração de qualquer natureza, incluindo o lenocínio. Assim, mobilizamo-nos também a favor do direito à auto-gestão do trabalho sexual, bem como à garantia de condições de segurança, higiene, remuneração justa, protecção social, descanso e lazer para todos os trabalhadores, independentemente da sua actividade.

Por fim, uma palavra de repúdio ao sistema patriarcal de moral putrefacta que tendencialmente desumaniza o trabalho sexual e o conota com princípios opostos à dignidade e à seriedade, com vergonha, com o crime, com miséria e com dependências. Esse mesmo sistema patriarcal que não se coíbe de objectificar o corpo feminino ou de colocar padrões de beleza irreais ao serviço dos mercados e do consumo desenfreado e que se escandaliza com a força de trabalho a gerar riqueza para si própria é o inimigo. E será derrotado! 

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[Frida]

29
Abr18

Trabalho doméstico e prestação de cuidados

Mulheres de Armas

Uma das desigualdades mais evidentes, enraizadas e transversais do sistema patriarcal é a assimetria na realização do trabalho doméstico e na prestação de cuidados a ascendentes e descendentes, pese o fato de termos vivido nas últimas décadas uma evolução a este nível, que resulta, apesar de tudo, em significativas diferenças geracionais e sociais.

As soluções encontradas por uma parte significativa dos casais heterossexuais, principalmente de classe média, que passam, em larga medida, pela externalização destas funções, é claramente insuficiente: (1) é fortemente baseada na contratação massiva de mulheres trabalhadoras (empregadas domésticas, amas, trabalhadoras de creches e infantários) em condições geralmente extremamente precárias e indignas; (2), promove uma institucionalização precoce das crianças com consequências penalizadoras para o desenvolvimento infantil; (3) tende a minorar mas não solucionar o problema: as mulheres continuam a assumir a maior parte da carga de gestão da unidade doméstica e isso continua a afetar negativamente a sua vida profissional.

Por outro lado, a tendência, inclusive nalguns setores do feminismo, de interrupção da vida profissional para prestação de cuidados aos filhos, cria uma profunda assimetria económica no seio do casal e uma dependência financeira da mulher que se traduz na impossibilidade de autonomização, mesmo em contextos de violência declarada.

Este diagnóstico torna visível que a solução deste problema passa por uma revolução mais profunda na nossa propria relação com o mundo do trabalho e com o espaço privado da família, libertando-nos de alguns pressupostos fundamentais do capitalismo. Algumas coisas que urge fazer:

1. Destruição da hierarquia de valores que coloca o trabalho assalariado como atividade produtora de valor, por contraponto ao trabalho doméstico e à prestação de cuidados, vistas como atividades menores e complementares, da esfera privada.

2. Atribuição de condições laborais e remuneratórias justas e equiparadas a todos os setores laborais, sejam de serviços ou produção.

3. Abandono da figura ideal-tipica do bom trabalhador, construída à imagem do trabalhador (homem) que pode construir uma carreira sem interrupções, licenças nem ausências para apoio a família.

4. Reconhecimento das unidades domésticas como unidades de produção e atribuição de valor ao trabalho doméstico, mediante, por exemplo, a atribuição de remuneração fixa ou de licenças extensas pagas para cuidados à primeira infância ou a qualquer outro dependente, a pessoas de qualquer género que cumpram estas funções.

5. Abandono do fetichismo pelas longas horas de trabalho e pelos horários fixos, proporcionando a todos os trabalhadores e trabalhadoras horários sempre que possível flexíveis e que lhes permitam ter tempo para gerir outros contextos de trabalho.

6. Desconstrução dos papéis de género que atribuem à esmagadora maioria das mulheres umas dupla jornada de trabalho e uma responsabilidade acrescida pela gestão da unidade doméstica.

7. Criação de estruturas coletivizadas de prestação de serviços neste âmbito, acessíveis de forma flexível a toda a gente, e geridas pelos trabalhadores e trabalhadoras, que, no caso dos cuidados à infância e terceira idade devem assegurar um rácio razoável de cuidadores/as por utilizador/a, entre outras condições básicas materiais e emocionais.

Sem este tipo de mudança social, verdadeiramente revolucionária, nunca conseguiremos mais do que empurrar o problema de uns setores da sociedade para outros, em processos de autonomização fictícios construídos à custa da liberdade e autonomia da outra: mulheres, crianças, idosos, trabalhadoras dos serviços...

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[Daenerys]

28
Abr18

SISTERS, NOT JUST CIS-TERS

Mulheres de Armas

A celeuma que trazemos à baila hoje é um tema fracturante: pessoas transgénero e o seu papel no feminismo. Em primeiro lugar, assumimos o nosso desconhecimento de causa. Nenhuma das Mulheres de Armas é trans, pelo que tudo o que dizemos carece do ponto de vista na primeira pessoa. Não sentimos na pele as opressões particularmente duras das mulheres trans e, não obstante a empatia e informação que possamos deter, não nos assistem as experiências reais. Convidamos, por isso, quem se sentir apto e confortável para nos falar de sua justiça, aqui ou em mensagens privadas.
Há pontos em que não temos, porém, a menor reserva:
- O género é inegavelmente uma questão identitária, e a identidade é um direito fundamental de todos os seres humanos.
- A binarização de géneros é injusta, deixa de fora muitas pessoas, e todas as pessoas sem excepção merecem tratamento igual, isento, merecem espaço, liberdade de escolha e de acção;
- Não é preciso ter nascido com genitais ou cromossomas femininos para se ser mulher; repudiamos veementemente toda a transfobia, sob qualquer pretexto!
- A nossa luta feminista e de classes inclui e integra pessoas cis, não-binárias, de género neutro, transexuais, com todos os corpos, cores, nacionalidades, etnias ou religiões. Não temos espaço para clivagens que são apenas mais uma forma de opressão e nunca as toleraremos!

[Fiona]

27
Abr18

ALICE NO PAÍS DAS IRRELEVÂNCIAS

Mulheres de Armas

Às vezes dizem-nos que navegamos entre o feminismo 'sério', aquele que se ocupa de assuntos laborais ou da violência contra as mulheres e uma deriva suave por tópicos irrelevantes: questões de linguagem, depilação, piropos e outros temas menores. Curiosamente, toda a gente parece ter a sua própria organização hierárquica daquilo que deve ser a luta feminista, sempre separando os bons temas dos maus assuntos, os que importam dos que nos desviam da seriedade e afastam potenciais aliados.

Nos Memes Feministas temos sensibilidades diversas, mas todas recusamos a hierarquia de opressões e a segmentação artificial entre o que importa e o que é acessório, como se os fenómenos sociais não fossem totais, cada questão uma face da mesma opressão. Nesta linha de pensamento, queremos hoje refletir sobre dois temas que têm estado na ordem do dia e que são recorrentemente despachados como irrelevantes ou, pior, prejudiciais à unidade da luta (LOL): os conceitos de linguagem inclusiva e de lugar de fala.

 

DO PODER DAS PALAVRAS

A linguagem tem poder, ela espelha e simultaneamente reproduz as estruturas de opressão. As marcas de discurso machistas (ou racistas ou homofóbicas) são interiorizadas desde a primeira infância e concorrem para que as estruturas de opressão se mantenham, normalizando a subjugação da mulher, expressa com naturalidade nas palavras que usamos quotidianamente.

A adopção deliberada de uma linguagem inclusiva contribui para a desconstrução da hegemonia masculina, combatendo as opressões interiorizadas e, simultâneamente, assegurando a visibilidade e a representatividade da luta feminista. E é por isso que qualquer movimento revolucionário deve usar linguagem inclusiva, sem prejuízo de outras estratégias e táticas de luta.

É certo que a utilização da linguagem inclusiva representa uma modificação ao uso tradicional da língua; mais uma, porque a lingua é um fenómeno vivo. É também certo que pode tornar a leitura morosa ou soar bizarra, usando, por vezes, termos ou mesmo caracteres excêntricos. É também verdade que algumas modalidades de linguagem inclusiva pecam por binárias ou por, na sua densa codificação, afastarem quem não está familiarizada com a discussão. No entanto, rejeitamos uma visão estática ou paternalista que se detém ante estas dificuldades, reclamamos a necessidade de discussão em torno das diferentes propostas de linguagem inclusiva, em busca de modelos escorreitos, fluentes e acessíveis. Desdobrar ou alternar géneros, utilizar termos neutros, adoptar grafias alternativas, todas estas opções podem fazer sentido consoante o contexto de fala.

 

DO LUGAR DE ONDE SE FALA

Lugar de fala é, acima de tudo, um conceito sociólogico, que nos permite refletir sobre o lugar de onde se fala, algo obviamente relevante para a correta compreensão e avaliação do discurso. Negar isso à partida será negar a relevância de qualquer categoria social, género e classe incluídos. 
Nesse sentido, o lugar de fala é uma ferramenta que nos permite perceber o contexto em que as palavras são produzidas. Tem uma utilidade politica óbvia, que é a da autonomia: as mulheres, por experimentarem na pele a opressão machista falam sobre ela de um lugar diferente dos homens, da mesma forma que alguém que se tenha dedicado a estudar um tema fala sobre ele de uma forma necessariamente distinta de quem apenas tem uma visão impressionista sobre o assunto. Nesse sentido, e acreditando que as classes oprimidas devem ser sujeito da sua própria libertação, o conceito de lugar de fala surge como determinante para identificar o lugar das vanguardas na luta. 
O que o lugar de fala não pode ser, é uma propriedade, algo que se possua. Libertemo-nos do fetichismo da propriedade. Também não pode ser uma ferramenta para silenciar ninguém, nem um instrumento para afastar pessoas. A luta é de todas, a luta é de todos, todas as palavras devem ser ouvidas mas nem todas têm a mesma relevância a cada momento. 
Dito isto, é ridiculo acreditar naquilo que os detratores do conceito de lugar de fala feminista parecem insinuar existir: hordas de homens extremamente comprometidos com o movimento a serem sistemáticamente impedidos de falar por não terem lugar de fala, arredados da luta, incapazes de contribuir para a transformação social. Essa multidão oprimida não existe. Poupem-se. Poupem-nos.

[Alice]

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26
Abr18

QUOTAS: MECANISMO DE DEFESA DA PARIDADE?

Mulheres de Armas

Saudações, camaradas!

No rescaldo das comemorações do 44° aniversário do 25 de Abril de 74, que passámos na rua, a celebrar a conquista de alguns direitos fundamentais e também o direito de reivindicar todas as liberdades que ainda nos são tolhidas, recordamos que a luta se faz de pé, de punho erguido, sem dar tréguas à opressão patriarcal! 

Como prometido, damos início a uma série de debates que cremos necessários, pela sua natureza polémica e muito pouco consensual mesmo dentro dos vários movimentos feministas, com um tema fracturante. 

QUOTAS: MECANISMO DE DEFESA DA PARIDADE?

Na sociedade actual, tão vincadamente patriarcal, em que o machismo é perpetuado pelos vários braços do poder estatal (legislativo, executivo e judicial), e o privilégio dos homens (acrescentamos ainda brancos, cis, hetero e da classe dominante) é um dado adquirido, qualquer que seja o ângulo que se observe, parece flagrante que estamos muito longe de garantir a igualdade de acesso ao poder. Já que o género masculino parte, desde logo, de uma posição de favorecimento, a forma mais imediata de colocar a paridade de géneros em cargos políticos como tema premente é a imposição de quotas, e esta imposição é, infelizmente e ainda, muito necessária. Contudo, a obrigatoriedade de representação está longe de ser uma solução completa ou satisfatória! 
Em primeiro lugar, importa evidenciar a fragilidade e natureza falaciosa do argumento batido e cansado da ‘meritocracia’ contra a aplicação de quotas mínimas de representação de género. Apontamos, desde logo pela observação das assimetrias gritantes na ocupação de cargos de poder, que os privilegiados são os que normalmente não reconhecem o seu próprio privilégio, pelo que não lhes ocorre questioná-lo. Não aceitamos por um instante a ideia paternalista e condescendente, papagueada ad nauseum, que as quotas são uma enorme benesse atribuída às mulheres! Não é possível, com justiça e seriedade, entender as quotas como mais do que uma tentativa de resposta, deficitária, branda e plena de lacunas, que tenta colmatar uma opressão sexista que é estrutural e herdeira do fascismo.
Uma ferramenta legalista de influência pela paridade nunca será responsável pelo derrube dos mecanismos de opressão, omnipresentes e perpetuados por parte do Estado burguês! Para que o poder de decisão esteja realmente nas mãos de todos, nem basta uma regra que força uma paridade manca, de um terço, nem a sua aplicação cingida à esfera política de instituições de governo central ou local.
Por outro lado, fazemos questão de deixar claro que remetemos certas aparentes obsessões fetichistas, pela quotização de géneros aplicada a posições de CEOs em grandes empresas, por exemplo, à categoria de dissimulação cosmética onde pertencem. Não nos deixamos ludibriar por pseusoparidades, nem festejaremos jamais instrumentos de replicação da repressão capitalista! 
A paridade a sério começa na educação, na disponibilidade de postos de trabalho, no acesso a cargos de chefia, na equidade de direitos e retribuições; contudo, se deixa de parte minorias étnicas, pessoas com limitações físicas ou doenças crónicas, algumas franjas etárias e, acima de tudo, a classe trabalhadora, é óbvia e estrondosamente insuficiente.
A mensagem que deixamos ao sistema patriarcal é clara. Estamos atentas, não nos contentamos com migalhas e não daremos tréguas até vencermos a nossa luta, que é de todos: uma sociedade realmente livre e justa, sem oprimidos, sem opressores, sem amos nem senhores! 

[Buffy]

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25
Abr18

MANIFESTO 25/4

Mulheres de Armas

No dia 25 de Abril de 2018, saímos mais uma vez à rua, em nome de todas as mulheres.

Saímos à rua para celebrar as conquistas da luta antifascista e do período revolucionário, que abriram portas para um mundo mais livre e mais justo, onde as mulheres puderam conhecer alguma liberdade profissional, política e familiar, face a leis tão reaccionárias e retrógradas que hoje nos parece incrível sermos filhas dessas mães que as viveram na pele.

Saímos à rua para homenagear todas e todos aquelas que sofreram, e não tão raras vezes morreram, às mãos da ditadura colonialista: de fome e miséria, na prisão política, na guerra colonial, nos calabouços da PIDE. Que ninguém diga que somos um país de brandos costumes.

Mas acima de tudo, saímos à rua, porque ainda há tudo a fazer. Porque os sonhos da revolução não se cumpriram. Saímos à rua em nome de todas as mulheres, em nome de toda a classe subjugada, contra todas as opressões, pela justa luta por um trabalho digno, um acesso à saúde e à habitação que não nos cubra de vergonha, uma educação que nos liberte em vez de nos tolher. Saímos à rua porque o machismo ainda é a realidade com que coexistimos cada dia, cada hora.

Não, o machismo não é um resquício do passado que sobrevive nalguns comportamentos individuais. É peça central do funcionamento do Estado burguês e patriarcal em que vivemos, que diariamente nos oprime no mercado laboral; que sistematicamente permite que sejamos mortas e violadas impunemente, com a vergonhosa colaboração do sistema judicial; que controla os nossos corpos, a nossa sexualidade, a nossa maternidade.

Ainda e sempre: trazemos a luta na voz, as armas no corpo e a História nas mãos! Não nos rendemos, não nos calamos!
A Vitória será nossa!

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