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Mulheres de Armas

Mulheres de Armas

08
Mar18

vídeo - Manifesto das Mulheres de Armas

Mulheres de Armas

Hoje as Mulheres de Armas fizeram a sua primeira intervenção pública na Rua! Como estamos na clandestinidade, pedimos à querida Rita Nóbrega Gomes (que não nos conhece de lado nenhum e aceitou este desafio sem hesitações, como a fantástica Mulher de Armas que é!) que lesse o nosso manifesto. Muito Obrigada, Rita!  Fica aqui o vídeo possível (o nervosismo era tanto que nem percebemos não estávamos a gravar desde o início... #nabas). 
À luta, camaradas!

https://www.facebook.com/186974078514828/videos/230679330810969/

01
Mar18

...

Mulheres de Armas

Saudações feministas, camaradas!

Para celebrar o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora iniciamos hoje uma semana de posts diários, cada dia devotado a um tema diferente.

Começamos com o tema da Interseccionalidade. Porque o feminismo tem de estar na vanguarda da luta contra todas as opressões e lutar pelas mulheres exploradas, proletárias, imigrantes, não brancas, trans, com todas as orientações sexuais possíveis!

Rejeitamos liminarmente o feminismo burguês liberal branco e reafirmamos aqui o nosso compromisso: feminismo que não é para todas as mulheres não nos serve!

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[Alice]

25
Nov17

Marcha pelo fim da violência contra as mulheres

Mulheres de Armas
Hoje estivemos presentes na Marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Não temos muita vontade de rir mas temos algumas coisas a dizer, coisas de Mulheres de Armas.

A Buffy gostava de lembrar que a violência de género vai a par e passo com a violência capitalista, pois é o próprio sistema que se alimenta das opressões que cria e mantém. Não queremos feminismo sem luta de classes e de modo algum aceitamos luta de classes sem feminismo.

A Fiona recorda-nos das múltiplas agressões a que somos sujeitas todos os dias para que nos encaixemos num padrão machista de policiamento dos nossos corpos e dos nossos comportamentos. Que saibamos fazer do privado, político e que rejeitemos definitivamente a culpa que recai sobre os nossos corpos transgressores. 

A Daenerys fala-nos da luta pela maternidade livre, pelo direito de decidirmos sobre a nossa própria fertilidade e da opressão dupla a que as mães estão sujeitas nos hospitais onde parimos, no local de trabalho, nas nossas próprias casas. Não aceitamos um feminismo que não inclua as pautas da maternidade nem um patriarcado que nos reduz à condição de reprodutoras.

A Alice lembra-nos que a opressão vem muitas vezes dos nossos supostos camaradas e que ser de esquerda não é um antídoto para o machismo. Não aceitamos mais ser silenciadas, ridicularizadas, menorizadas e até assediadas por aqueles que afirmam estar do nosso lado.

Como mulheres de armas, apelamos à sororidade, ao feminismo interseccional, com recorte de classe e combativo. Qualquer outra coisa, não nos chega. Vamos à luta, que por luta queremos mesmo dizer luta. Por todas, e principalmente pelas que não têm voz e pelas que já não estão entre nós.

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