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Mulheres de Armas

Mulheres de Armas

05
Mar18

Agressões de género

Mulheres de Armas

Hoje queremos evidenciar as múltiplas camadas de que se revestem as agressões de género. Começamos pela invisibilização tácita dos géneros não masculinos na sociedade patriarcal, que atravessa os meios de comunicação, a produção de entretenimento, a publicidade, até à desvalorização das agressões físicas e psicológicas com a perpetuação de humor machista ou com uma frequente dependência económica, fruto de um sistema capitalista opressor e misógino, que tantas vezes inibe a denúncia.
A desvalorização ou normalização de abusos psicológicos, ataques à auto-estima e ao respeito próprio, a culpabilização das vítimas de abuso continuam a ser tónica permanente em pleno século XXI, inegavelmente presentes sob a forma de machismo institucional, de moralização ou de desculpabilização de crimes.
Condenamos com veemência qualquer forma de agressão contra as mulheres, lutaremos de punho erguido contra o patriarcado, por uma justiça que proteja vítimas e condene criminosos! Não toleramos nem mais uma vítima! Não calaremos! 

 

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25
Nov17

Marcha pelo fim da violência contra as mulheres

Mulheres de Armas
Hoje estivemos presentes na Marcha pelo fim da violência contra as mulheres. Não temos muita vontade de rir mas temos algumas coisas a dizer, coisas de Mulheres de Armas.

A Buffy gostava de lembrar que a violência de género vai a par e passo com a violência capitalista, pois é o próprio sistema que se alimenta das opressões que cria e mantém. Não queremos feminismo sem luta de classes e de modo algum aceitamos luta de classes sem feminismo.

A Fiona recorda-nos das múltiplas agressões a que somos sujeitas todos os dias para que nos encaixemos num padrão machista de policiamento dos nossos corpos e dos nossos comportamentos. Que saibamos fazer do privado, político e que rejeitemos definitivamente a culpa que recai sobre os nossos corpos transgressores. 

A Daenerys fala-nos da luta pela maternidade livre, pelo direito de decidirmos sobre a nossa própria fertilidade e da opressão dupla a que as mães estão sujeitas nos hospitais onde parimos, no local de trabalho, nas nossas próprias casas. Não aceitamos um feminismo que não inclua as pautas da maternidade nem um patriarcado que nos reduz à condição de reprodutoras.

A Alice lembra-nos que a opressão vem muitas vezes dos nossos supostos camaradas e que ser de esquerda não é um antídoto para o machismo. Não aceitamos mais ser silenciadas, ridicularizadas, menorizadas e até assediadas por aqueles que afirmam estar do nosso lado.

Como mulheres de armas, apelamos à sororidade, ao feminismo interseccional, com recorte de classe e combativo. Qualquer outra coisa, não nos chega. Vamos à luta, que por luta queremos mesmo dizer luta. Por todas, e principalmente pelas que não têm voz e pelas que já não estão entre nós.

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